Brasil supera marcas de 90 mil mortes e 2,5 milhões de casos de coronavírus, diz consórcio de veículos de imprensa

Boletim das 20h registrou 1.554 novos óbitos, o maior número em 24 horas desde o início da pandemia

30 de Julho de 2020 ás 07h 07min

 O Brasil superou nesta quarta-feira duas marcas simbólicas que mostram a força da disseminação do coronavírus pelo território nacional. De acordo com boletim de veículos de imprensa, o país conta com 90.188 óbitos e 2.555.518 ocorrências da Covid-19.

 

Foram registrados também 1.554 novos registros de mortes nas últimas 24 horas, um recorde desde o início da pandemia no país, ultrapassando os 1.470 registros do dia 4 de junho. O recorde está relacionado aos índices de São Paulo, que acumulou no balanço desta quarta-feira os números que coletou ontem.

                                                                     

Também foram notificados 70.869 novas ocorrências de Covid-19. Já a média móvel de óbitos no país é de 1.043.

 

Já no balanço do Ministério da Saúde divulgado na noite desta quarta-feira, o Brasil tem 2.552.265 casos do novo coronavírus, com 90.134 mortes provocadas pela doença. Segundo a pasta, de ontem para hoje foram registrados 69.074 casos de Covid-19, além de 1.595 óbitos.

Também nos cáculos do governo, os números notificados nas últimas 24 horas são os maiores registrados desde o início da epidemia no Brasil.

 

É preciso levar em consideração, no entanto, que na terça-feira o estado de São Paulo não atualizou os dados a tempo de serem incluídos no painel do ministério. Com isso, o estado permaneceu com a mesma quantidade de casos e de mortes de segunda para terça.

 

Segundo o balanço do ministério, São Paulo é o estado com mais casos da doença: são 514.197. Seguido por Ceará (169.072), Rio de Janeiro (161.647), Bahia (157.334) e Pará (151.849). Em relação às mortes, São Paulo também aparece na frente, com 22.839. Depois vêm Rio de Janeiro (13.198), Ceará (7.643), Pernambuco (6.484) e Pará (5.694)

 

Fronteiras aéreas reabertas

 

O governo federal decidiu reabrir as fronteiras aéreas para a entrada de estrangeiros no Brasil, que estava proibida desde o final de março devido à pandemia. A medida tem como objetivo auxiliar na retomada do turismo. O trânsito terrestre e transporte aquaviário, porém, permanecerão vetados por mais 30 dias.

 

Em São Paulo, onde já foram registrados mais de 500 mil casos da doença, o governador João Doria (PSDB) afirmou que dobrará a produção de vacina com doações de empresários, que teriam se comprometido com auxílio financeiro de R$ 96 milhões.

 

Doria enfrentou esta quarta-feira um protesto de professores da rede pública estadual de ensino, que se manifestam contra a retomada das aulas presenciais, prevista pelo governo paulista para 8 de setembro. Segundo o governador, a manifestação tem viés político.

 

A corrida pela vacina contra a doença continua intensa no exterior. A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira que fechou um acordo com o laboratório americano Gilead para o uso do antiviral remdesivir em cerca de 30 mil pacientes em casos graves de Covid-19 na União Europeia a partir de agosto.

 

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