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SAÚDE

ABSURDO: Grávida morre na fila de espera por UTI em MT

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Infectada pela covid-19 e grávida, a jovem Mikaely Sousa, 20 anos, morreu na fila de espera por uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na cidade de Sinop, no sábado (03). Familiares fizeram apelos nas redes sociais para dar visibilidade à situação em busca de uma resposta sobre a transferência da vítima, mas o socorro não chegou a tempo.

No Facebook, a irmã da vítima, Karolina Souza, publicou uma sequência de postagens nas quais denuncia a situação, na tentativa de que a uma maior visibilidade sobre o caso pudesse acelerar o processo de transferência da grávida para uma UTI.

Na noite de quinta-feira (01), Karolina postou uma imagem do boletim diário da covid no município, no qual a Prefeitura apontava leitos disponíveis. Na publicação, a jovem questiona o fato de haver UTI desocupada e sua irmã, mesmo em situação crítica por conta da gravidez, não ter sido encaminhada para o leito.

“Sinop posta uma mentira dessa fala para mim porque não coloca ela é duas vidas gente em risco não é uma não porque não coloca ela como prioridade é duas vidas que tá em risco não é só uma não para que posta uma mentira para deixar a gente”, diz trecho da publicação.

Em outra postagem, na sexta-feira (02), a jovem alega que a UPA André Maggi estaria retendo documentação de transferência da irmã, o que tornava o processo ainda mais demorado. Em poucas horas, as publicações da jovem viralizaram e tiveram centenas de comentários, curtidas e compartilhamentos.

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Após a morte de Mikaely, a vereadora Professora Gracielle (PT) se manifestou sobre o ocorrido e prestou solidariedade à família da jovem. “Minha dor e indignação por todas as famílias que estão sem amparo na hora necessária”, disse a parlamentar. Posteriormente, a publicação foi repostada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT).

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SAÚDE

Saiba como funcionam os polos para pacientes com dengue no Rio

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Até o fim desta semana, a cidade do Rio de Janeiro terá dez polos de saúde específicos para atender a pacientes com suspeita de dengue. O primeiro deles, em Curicica, na zona oeste da cidade, foi inaugurado na manhã desta segunda-feira (5). A capital entrou hoje em situação de emergência devido à doença.

Haverá polos também em Campo Grande, Santa Cruz e Bangu (na zona oeste), Complexo do Alemão, Madureira, Del Castilho e Tijuca (na zona norte), Gávea (na zona sul) e Centro.

A abertura dos polos é uma das ações do plano de contingência de enfrentamento à dengue, criado pela prefeitura do Rio, uma vez que a cidade já registrou, este ano, 11 mil casos da doença, com 360 deles necessitando de internação.

Os polos vão funcionar nas dependências de unidades básicas de saúde. No caso de Curicica, por exemplo, está localizado dentro do Centro Municipal de Saúde Raphael de Paula Souza.

Atendimento

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, orienta as pessoas a procurarem atendimento nos polos ou em redes de atenção básica se começarem a sentir sintomas da dengue, que incluem febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos.

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Assim que chegam ao polo, os pacientes têm uma amostra do sangue recolhida para a confirmação do diagnóstico, que é dado cerca de uma hora depois da coleta. No local, também há cadeiras e macas para hidratação venosa e oral.

A equipe de saúde, formada por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, fará também a classificação da gravidade do quadro. Os quadros mais graves serão encaminhados para internação como “vaga zero” (emergência), através da Central Municipal de Regulação.

O plano de contingência também prevê a destinação de leitos exclusivos para a internação desses pacientes. No Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, por exemplo, que funciona como uma unidade de referência inicial, foram separados 20 leitos.

No próprio Centro Municipal de Saúde Raphael de Paula Souza, também haverá um setor destinado à internação de pacientes com dengue e outras arboviroses (doenças transmitidas por artrópodes, como mosquitos e carrapatos).

“Esse nosso primeiro polo consegue fazer todo o tratamento. O paciente chega, colhe sangue, consegue fazer hemograma, consegue colher sorologia. Se precisar de hidratação, faz hidratação venosa e oral aqui mesmo. E, se precisar de internação, também tem leitos dedicados aqui para arbovirose e infectologia. O objetivo é que a gente consiga reduzir o número de casos graves e reduzir o número de óbitos por dengue. Esse tratamento precoce faz toda a diferença”, afirmou Soranz.

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Caso haja necessidade, mais centros de atendimento poderão ser abertos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Além dos polos, os 150 centros de hidratação montados no final do ano passado nas unidades de saúde para o atendimento de devido aos efeitos do calor também serão usados na assistência às pessoas com dengue.

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Fonte: EBC SAÚDE

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