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Sargento que teve mãe morta cobra rigidez por feminicídio

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O sargento da Polícia Militar Juarez Vidal, que declarou apoio à candidatura da secretária adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor, Gisela Simona (Pros), para eleição suplementar ao Senado, cobrou mais rigidez das leis de feminicídio no país. Na convenção, o sargento relembrou a morte da mãe, uma idosa de 74 anos, que teria sido estuprada e assassinada no último domingo (8), em Lucas do Rio Verde (a 334 quilômetros de Cuiabá).

Vidal pediu para que Gisela se comprometesse em cobrar mais rigidez das leis de feminicídio no país. “Enterrei minha mãe essa semana, vítima de estupro e roubo no município de Lucas do Rio Verde. Não está sendo uma semana fácil. Gisela, é possível melhorar as leis para feminicídio. Eu sei que é questão para deputado federal, mas você como nossa senadora, mulher, poderá levar essa bandeira no Senado e cobrar mais rigidez”, declarou.

Em Mato Grosso, 97 mulheres foram assassinadas em 2019. Deste total, 39 casos foram registrados como feminicídios. O número de mulheres mortas no ano passado representa 8,5% a mais do que em 2018, quando 82 casos foram registrados. Os dados são da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEAC) da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT) divulgados em janeiro deste ano.

A mulher teria sido estuprada e logo após assassinada. Imagens do circuito interno de segurança de uma residência mostram o momento em que a idosa é abordada. Conforme informações da Polícia Militar, Salvina estava sem roupas e com ferimentos pelo corpo.

Pelo Facebook, Vidal lamentou a morte da mãe. Ele relatou que a mulher saiu para caminhar como de costume. “Que dia triste, no dia Internacional da Mulher, minha mãe sai para caminhar como todos os dias na cidade onde mora, Lucas do Rio Verde MT, e nessa madrugada encontrou com o mau, com um cara ruim, com alguém que eu também quero me encontrar, a assassinou para roubar e estuprar”, escreveu.

O suspeito até o momento não foi encontrado. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

“Au, au. Miau, miau”

Vidal destacou sua luta pela causa animal desde que era criança. Há 30 anos ele atua na Polícia Militar na capital, sendo os últimos sete anos atuando em situação de fronteira na Bolívia. “Eu venho da segurança pública há 30 anos e rodei o estado. Nos últimos 7 anos atuando na fronteira. Mas atuo muito mais tempo na causa animal. Muitos me conhecem de lá. Quando ela [Gisela] for eleita eu vou ligar no Senado dizendo: au, au, miau, miau, que Gisela vai saber que irei cobrar a causa animal no Brasil e em Mato Grosso”, comentou.

Texto: Hiper notícias

 

 

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