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Prefeituras demitem professores durante a suspensão das aulas em MT e profissionais dizem que não sabem como vão pagar as contas

Em Diamantino, Jaciara e Santo Antônio de Leverger já houve cortes e redução do quadro

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Algumas prefeituras em Mato Grosso estão demitindo professores durante a suspensão das aulas da rede pública, como forma de prevenção à Covid-19. Os profissionais da rede pública de ensino reclamam de cortes de salário e demissões e alegam que não terão como pagar as contas.

O professor técnico de Desenvolvimento Infantil, Welinton Nunes, de Diamantino, teve redução de salário em abril. Ele afirmou que os professores contratados estão recebendo apenas 50% dos salários. “Não tem sido fácil pra ninguém, muito menos agora. Não só eu, mas também para pessoas que tem suas famílias com acúmulo de contas”, afirmou o professor.

No município de Jaciara, os professores estão em casa e sem salário. A prefeitura não prorrogou o processo seletivo e já existe um novo processo em andamento.

Em Santo Antônio de Leverger, mais de 50 profissionais da educação tiveram o contrato de trabalho suspenso pela prefeitura por causa da pandemia do novo coronavírus.

“Eu moro sozinha, com dois filhos, um de 9 anos e outro de 5. Eu sou responsável pela criação dos dois. E estou me virando como posso. Sem salário, com ajuda dos meus pais”, disse a professora Jociane Fátima de Souza, que ainda não recebeu o salário do mês de março.

Os funcionários acreditam que não deveriam ter cortes e demissões, já que o valor é proveniente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), do Ministério da Educação. Os servidores afirmam que a prefeitura do município confirmou que os funcionários demitidos serão recontratados após o primeiro semestre.

A prefeitura de Santo Antônio de Leverger disse que as medidas estão sendo tomadas por causa da pandemia do vírus no município e teme uma crise econômica.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE) fez um estudo a partir de uma de uma consulta da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para orientar as prefeituras a manter o contrato de trabalho com os professores a fim de preservar a renda e a dignidade durante a suspensão de aulas causada pela pandemia do novo coronavírus no estado.

O auditor do público externo do TCE, Natel da Silva, disse que o gestor é quem vai avaliar as áreas que devem ser priorizadas.

VEJA O VÍDEO:

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TEXTO: G1 MT/ FLAVIO COELHO, TV CENTRO AMÉRICA

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