População questiona necessidade de empréstimo milionário pela Prefeitura

O público compareceu à audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores nesta terça-feira. O encontro serviu para que a Prefeitura justificasse onde seriam gastos os cerca de R$ 34 milhões pedidos junto à Caixa Econômica Federal. Em tempo de crise, assumir parcelas com cifras consideráveis levaram muitos populares a questionarem a iniciativa do prefeito Flori Luiz Binotti.

A própria justificativa apresentada pela administração segue o pensamento temerário da comunidade, uma vez que a União e o Estado estão contingenciando gastos mais elevados nesse período.

A cada questionando feito pelos populares, mais clara ficava a preocupação com a possibilidade da liberação de recursos pela CEF, cujos juros fica na casa de 5,7%, mais a CDI. Empresário experiente, o presidente da Câmara mencionou que não se arriscaria a assumir tamanho compromisso.

O empresário Miguel Vaz Ribeiro foi um entre os vários que questionaram a necessidade de tomar o empréstimo milionário. Ribeiro lembra que o município pode realizar as obras pretendidas fazendo uso da venda de ativos, recurso que o município adota com certa frequência.

Para o vereador Wagner Godoy, o município já assumiu outros empréstimos para o SAAE. Ele lembrou que a Prefeitura terminou 2018 com superávit em suas contas. O vereador deixou transparecer que a gestão municipal utilize os recursos em pleno ano eleitoral com uma finalidade pouco ortodoxa.

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