Dois dos três policiais militares mortos em abordagem seriam pais nos próximos dias

Um dos PMs mortos era o sargento José Valdir De Oliveira Júnior e a esposa dele está grávida de gêmeos. O soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva também deixou a mulher grávida. O caso no Butantã vai ser investigado pelo DHPP.

TRISTEZA 08 de Agosto de 2020 ás 22h 32min

As mulheres de dois dos três policiais militares que morreram na madrugada deste sábado (8) estavam grávidas. Eles foram atingidos por disparos feitos por um homem que se identificou falsamente como policial civil na Avenida Politécnica, no bairro do Butantã, Zona Oeste de São Paulo. O suspeito dos crimes, Cauê Doretto de Assis, também foi atingido na troca de tiros e morreu. 
 

A Polícia Militar divulgou uma nota de pesar lamentando a morte dos três policiais militares, que trabalhavam no 23º Batalhão da Polícia Militar. 

 

O soldado Celso Ferreira de Menezes Júnior tinha 33 anos e estava na corporação há mais de 10 anos. Já o soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva, de 29 anos, deixa uma esposa que está grávida. O sargento José Valdir De Oliveira Júnior, de 37 anos, e deixa uma filha e a esposa dele, Bianca, que está grávida de gêmeos, segundo a nota da PM. 

 

A PM informou que os três policiais serão sepultados neste domingo (9). O soldado Menezes vai terá uma cerimônia no Cemitério da Paz, no Morumbi, enquanto o soldado Victor será sepultado no Cemitério Memorial Parque da Paz, em Embu das Artes, na Grande SP. O enterro do sargento Oliveira Junior vai acontecer no cemitério Municipal de Presidente Venceslau, no interior do estado.

 

O crime

 

De acordo com polícia, os suspeitos tinham saído de uma festa e abordaram uma moto na Avenida Politécnica, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, por volta das 5h. Os PMs viram a cena e abordaram a moto e o carro com dois ocupantes. Um deles, Cauê Doretto de Assis, de 24 anos, disse que era policial civil. Os PMs solicitaram a arma e a carteira funcional do suspeito, que as entregou para os PMs. 

Enquanto os PMs checavam se Cauê era mesmo policial civil, ele sacou uma segunda arma, baleou um PM na cabeça, baleou o segundo e correu atirando. 
 

O acompanhante de Cauê que também estava no carro e único sobrevivente do tiroteio, Vitor Mendonça, foi levado para a delegacia para prestar depoimento oficialmente como detido e suspeito. As investigações vão determinar se ele também agiu ou se passará a ser testemunha do caso. Ele disse que a abordagem policial acontecia normalmente, mas que Cauê se exaltou. Ele admitiu que ingeriram álcool, mas não explicou porque eles abordaram a moto. 

"Ele surtou, surtou, eu não entendi nada do que aconteceu, juro por Deus", afirmou. 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que Cauê não era policial civil e que a carteira profissional usada por ele é falsa. 
 

Ele fugiu, mas um terceiro PM conseguiu atingi-lo. Ele foi socorrido e levado pronto-socorro do Hospital Regional de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O falso policial civil também conseguiu atingir esse terceiro PM, que foi ferido, passou por cirurgia no Hospital Universitário, mas não resistiu e morreu por volta de 7h40. O outro ocupante do carro foi detido. Foram quatro mortes no total, três policiais militares e o falso policial civil. 

A ocorrência foi encaminhada ao 91º. DP. O caso vai ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). 

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), o número de ocorrências envolvendo policiais aumentou no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. As polícias civil e militar mataram 514 pessoas de janeiro a junho. Nesse mesmo período, 28 policiais foram mortos no estado.


 

Fonte: G1 SP

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