Polícia investiga carta sobre supostas agressões a presos e ligação com morte de agente em Lucas

A Polícia Civil investiga uma carta com supostas agressões a presos que teriam sido cometidas por agentes penitenciários em Lucas do Rio Verde. Os policiais investigam a relação dessa carta com a morte do agente Elison Douglas da Silva, de 37 anos. Na carta, um preso comemora a morte do agente e cita que ele teria agredido um presidiário.

O servidor foi morto com 21 tiros na noite do dia 30 de junho quando visitava uma das casas dele que estava em reforma. Ele trabalhava no Centro de Detenção Provisório (CDP) de Lucas do Rio Verde.

Um adolescente, de 15 anos, está apreendido suspeito de envolvimento no crime. Os servidores do sistema penitenciário chegaram a fazer uma paralisação como forma de protesto pela morte do colega.

A Polícia Civil de Lucas do Rio Verde informou que o caso é tratado como execução. A delegacia confirmou que teve acesso à carta onde um preso relata supostas agressões atribuídas ao agente assassinado e a outro agente.

“Foi merecido porque homem nenhum pode passa (sic) o que o [nome do preso] passou e ficar de braços cruzados. O agente e o Douglas bateram muito no mano. Chutaram ele demais”, consta trecho da carta.

A Polícia Civil disse que já ouviu formalmente o agente citado na carta. O servidor negou as agressões e disse que o CDP tem ‘procedimentos e normas rígidas, que muitos presos não querem obedecer’.

O agente afirmou que não extrapola nos procedimentos e que apenas segue os procedimentos impostos.

Celulares apreendidos com o adolescente estão sendo periciados. Três pessoas participaram do crime, entre elas o adolescente. Todos seriam membros de uma facção criminosa.

O adolescente está apreendido no Centro Socioeducativo de Cuiabá, o antigo Pomeri, na capital. Ele morava na mesma rua em que o Elison vivia com a mulher e o filho. O agente teria abordado o adolescente, flagrado armado, algumas vezes e, por isso, já existia uma rixa entre eles.

O adolescente também teria participado de outros 3 homicídios em Mato Grosso.

Apesar da carta, a polícia apura se o documento não teria sido ‘plantado’ para justamente incriminar o agente citado.

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) disse, em nota, que aguardará a conclusão do inquérito policial que apura as circunstâncias da morte do agente penitenciário.

 

Fonte: G1

 

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