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Número de equipes de enfermagem contaminadas aumenta 90%

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Número de profissionais de enfermagem contaminados por coronavírus em Mato Grosso aumentou 90% no período de uma semana. Dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) destacam que 84 profissionais no Estado entram na lista de infectados. Destes, 12 estão em quarentena e um, internado. No Brasil, o número de infectados já supera 7,3 mil. Uma das maiores causas de contaminação, segundo os profissionais, é a falta de equipamentos de proteção adequados. Tanto que, em 30 dias, o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren) emitiu 315 recomendações às unidades de saúde cobrando materiais.

 

Até o dia 23 de abril, segundo Cofen, eram 44 profissionais infectados, aumentando, no dia 30, para 84. Já a Secretaria de Estado de Saúde confirma, até 28 de abril, 69 profissionais da área da saúde com o coronavírus em todo o Estado. Neste quadro estão autônomos, dos serviços públicos estadual e municipal e de unidades de saúde particulares.

 

Presidente do Coren, Antônio César Ribeiro, avalia que o número de profissionais infectados tem aumentado assustadoramente. Ribeiro frisa que os equipamentos, quando disponibilizados, não trazem segurança àqueles que estão na linha de frente do combate ao coronavírus. “No caso da máscara, por exemplo, estão fornecendo as artesanais e elas não são adequadas para a situação. Unidades fornecem como se fosse uma simples fantasia de carnaval”, destaca. Antônio César cita que os problemas ocorrem tanto na rede pública de saúde como na privada. A situação, conforme o profissional, tem trazido mais medo e insegurança aos trabalhadores da saúde. Entre as maiores reclamações estão EPIs inadequados, máscaras artesanais e falta de pias, sabão, álcool e outros. “Chama a atenção este descaso que estamos presenciando com o trabalhador”, salienta.

 

Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, reforça que os equipamentos de proteção não chegam na qualidade e quantidade adequadas. Pondera que esses materiais são imprescindíveis para proteção do profissional. Oscarlino cita a unidade do Adauto Botelho III como uma das mais críticas quanto aos profissionais afetados. Já são 16 servidores e 2 cônjuges. A contaminação está ligada diretamente a não proteção adequada dos servidores.

 

Nos últimos 30 dias, o Coren-MT realizou 207 fiscalizações, averiguou 52 denúncias e emitiu 315 notificações, entre recomendações e respostas a irregularidades. Já o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) expediu notificação recomendatória na última semana a 13 hospitais particulares da região norte de Mato Grosso, solicitando as providências necessárias para garantir a saúde e a segurança dos profissionais de saúde. Entre os acionados estão o Hospital Regional de Alta Floresta, Hospital e Maternidade Santa Rita, Sociedade Hospitalar Bertinetti, em Matupá, entre outros. As unidades terão 5 dias para responder o que farão quanto às recomendações.

TEXTO: Gazeta Digital

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