Mesmo com chuva, Pantanal mato-grossense está em chamas há quatro semanas

O jornal Bom dia Brasil, da TV Globo, desta sexta-feira (18), divulgou um vídeo que mostra que o Pantanal mato-grossense continua em chamas, mesmo após as chuvas dos últimos dias. A área de preservação é tida como a maior do Brasil.

Há semanas, o Pantanal queima e a situação ainda não foi controlada. O Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e o Exército Brasileiro deram início a uma operação integrada, na última quarta-feira (18), para combater os focos de calor, na região do Sesc Pantanal, em Poconé (103 km da Capital), onde fica a maior Reserva do Patrimônio Particular Natural (RPPN), local que fomenta o turismo, apreciação e conservação do bioma.

A ação foi chamada de Verde Brasil, e segue até o próximo domingo (20).

Estão sendo realizadas inciativas de monitoramento e de perícia em incêndios florestais.

A gerente de Pesquisa e Meio Ambiente do Parque Baía das Pedras (que fica na região afetada), Cristina Cuiabalia, explica que o local é próximo ao Rio Cuiabá e tem visitação constante de pescadores, moradores e sitiantes.

Os dados levantados mostram que persiste um foco na área Oeste, em que é de difícil acesso. Devido ai isso, não foi possível que uma equipe e os equipamentos chegassem ao local para fazer o combate. O monitoramento só foi possível com um helicóptero. O enfrentamento, daqui para frente, deve ser feito por vias aéreas.

Além disso, foi registrado, na última terça-feira (15), um novo foco na região Sul.

Participam da operação bombeiros (MT), militares do exército de Taubaté (SP) e Campo Grande (MS) e peritos (MT). As equipes estão distribuídas ao longo de 45 quilômetros de reserva e contam com apoio aéreo do helicóptero Cougar (com capacidade para transportar 22 pessoas), do helicóptero Esquilo (com capacidade para transportar cinco pessoas), e duas aeronaves do CBM.

Segundo o capitão Arruda, piloto do Cougar, “uma missão como essa tem um grau de dificuldade maior, já que o pouso pode ocorrer em local alagadiço, como é o Pantanal, e o peso da aeronave pode afundar o terreno dificultando a saída”.

 Repórter MT

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