Hospital em Cuiabá troca corpos de vítimas da covid-19; família quer exumação

Erasmo Benedito da Silva morreu na manhã dessa terça-feira (28) após 11 dias internado na UTI na Santa Casa, em Cuiabá.

DESCASO 29 de Julho de 2020 ás 13h 12min

Erasmo Benedito da Silva, 46 anos, natural de Poconé (105 km da Capital), morreu vítima da covid-19 na manhã dessa terça-feira (28), no Hospital Estadual Santa Casa de Misericórdia, em Cuiabá, onde ficou 11 dias internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, após a confirmação da morte, a unidade de saúde teria ‘perdido’ o corpo da vítima. Na verdade ocorreu a troca de cadáveres no hospital.

                                                                         

O paciente morava no bairro Ouro Branco, em Várzea Grande, para onde se mudou para fazer tratamento de hemodiálise. Além da doença que afetava os rins, Erasmo ainda era diabético.

 

A nora de Erasmo, Jucielle Patrícia de Arruda, explicou que um familiar e um pastor estavam no hospital quando foram avisados que o sogro havia perdido a vida e que os enfermeiros iriam preparar o corpo para que a funerária pudesse buscar.

 

Os procedimentos foram tomados e no período da tarde a funerária foi buscas o cadáver no hospital, porém, os responsáveis na unidade de saúde teriam dito que a vítima seria liberada somente com o reconhecimento de um parente.

 

Um primo compareceu na Santa Casa para reconhecer e fazer a liberação do corpo. No local havia 10 cadáveres aguardando remoção, mas nenhum era Erasmo, segundo o familiar.

 

Questionados, os profissionais da saúde responsáveis pelo setor alegaram que naquela manhã outra funerária buscou um corpo no hospital, outra vítima fatal da covid. Momento em que foi levantada a suspeita da troca de cadáveres.

 

A partir da desconfiança, os familiares buscaram mais informações e foram orientados, no próprio hospital, a entrarem com pedido de liminar na Justiça para fazer a exumação do corpo e verificar se a vítima enterrada pela outra família era Erasmo.

 

Jucielle contou que na manhã desta quarta-feira (29) a família voltou à Santa Casa para cobrar providências para que o sogro fosse encontrado e foi informada que Erasmo realmente foi sepultado, por engano, por outra família, já que o cadáver que deveria ter sido enterrado ainda está no necrotério.

 

A nora relata que a outra família envolvida na ‘confusão’ não quer deixar fazer a exumação do corpo até que seja verificada a real situação do familiar deles e confirmada toda esta história.

 

Em contato com a Secretaria Estadual de Saúde e a pasta, por meio da assessoria, respondeu que todos os fatos estão sendo apurados e que se posicionará em breve sobre o que realmente aconteceu.

 

Em maio deste ano, a mesmo situação ocorreu no hospital São Luiz, em Cáceres (225 km a oeste de Cuiabá)

Fonte: Reporter MT

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