Justiça de MG concede liberação para o goleiro Bruno Fernandes morar em MT e trabalhar no time Várzea- Grandense

Esportes 20 de Janeiro de 2020 √°s 08h 10min

O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado a mais de 20 anos de prisão por participação na morte da modelo Eliza Samudio, mãe de um filho dele, obteve a liberação da Justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e trabalhar no Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, time com sede em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A decisão foi proferida pelo juiz Tarciso Moreira de Souza, da Vara de Execução em Meio Aberto e Medidas Alternativas da Comarca de Varginha (MG).

A ida de Bruno para o time varzea-grandense tem gerado polêmica desde o ano passado, quando a proposta foi realizada pelo clube de futebol.

Entidades como o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso (CEDMQMT) divulgou uma nota de rep√ļdio dizendo que algu√©m que tenha sido condenado pelo crime de homic√≠dio tem o direito a recome√ßar a vida, inclusive profissional, mas n√£o deve ocupar uma posi√ß√£o em que deve ser tratado como √≠dolo.

O conselho ressalta que Bruno, à época do crime jogador do Clube de Regatas do Flamengo, foi condenado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.

¬ďTrata-se de algu√©m que demonstrou profundo √≥dio e total desrespeito √†s mulheres ao tratar dessa forma cruel e b√°rbara aquela que seria a m√£e do seu filho¬Ē, diz trecho da nota emitida pelo conselho.

A entidade ressalta que o futebol cria √≠dolos entre crian√ßas e jovens, em processo de forma√ß√£o, e entende que tratar como √≠dolo algu√©m capaz de cometer um crime t√£o b√°rbaro √© um fato bastante preocupante. ¬ďMesmo tendo cumprido parte da pena pela morte de Eliza Samudio e tendo obtido na Justi√ßa a progress√£o de regime para o semiaberto, a gravidade dos crimes cometidos por Bruno Fernandes imp√Ķe que ele seja tratado com mais rigor e n√£o como se fosse um ¬Ď√≠dolo¬í que merece ser disputado por clubes de futebol¬Ē.

O conselho lembra que em dezembro, Cuiabá foi uma das cidades a receber a Campanha do Laço Branco, formada por homens que lutam pelo fim da violência contra a mulher e que menos de 30 dias após o lançamento da ação o Operário vai na contramão da campanha, tentando a contratação de alguém condenado pela Justiça por ter matado uma mulher.

Correio 24h
G1 MT

Coment√°rios