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EM LUCAS: Após polêmica, hospital São Lucas fala sobre os leitos de UTI para pacientes com Covid-19

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A equipe de profissionais de saúde do Hospital São Lucas, concedeu entrevista em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (30), após uma polêmica divulgada em um grupo de Whats App político, onde integrantes falavam sobre a unidade de saúde não dispor de leitos suficientes para atender pacientes de Coronavírus no município.

 

A equipe veio a público para esclarecer a situação, da existência ou não desses leitos, por não ter sido realizada uma divulgação da situação, previamente.

 

“Hoje nós temos 30 leitos disponíveis de UTIs sendo, 10 adultos, sendo 8 credenciados pelo estado, e 2 para o particular e convênios, e 10 UTIs neonatal sendo 8 credenciados pelo estado, e dois para particulares e convênios.  Já os  10 leitos de UTIs adulto para a  Covid-19 são  custeados pelo município e é exclusivas para os munícipes de Lucas do Rio verde, os 10 leitos são somente para atendimento de pacientes do sistema  único de saúde (SUS).

 

Independente se tenha 10, 20, 30, 40 leitos, se a população não fizer a parte dela, não existe sistema de saúde que consiga comportar assistência”, aponta a enfermeira Tatiani Lima, Diretora do Hospital São Lucas.

 

A profissional ainda explica que justamente não houve a divulgação e o credenciamento, para evitar que viesse a correr o risco desses leitos serem requisitados para pacientes de outras regiões do estado, e ficassem em falta para munícipes. “Nós entendemos que o nosso estado está passando por uma situação muito difícil, todos os municípios, não foi uma intenção do município, nem do Hospital São Lucas, em agir com egoísmo em não se credenciar, mas foi uma preocupação, sabendo que poderia ocorrer isso no estado, então assim determinamos (…). Então não foi por falta de transparência, como se não quiséssemos publicar, mas nós preferimos atender nossos pacientes Luverdenses no anonimato, porque pode sim, a partir de agora, correr o risco de nós termos os nossos leitos bloqueados”, explica.

 

Sobre a polêmica que se formou ao redor dessa questão, envolvendo política, o presidente da Fundação Luverdense de Saúde, Jair Ruhoff, comentou que esse é um desgaste desnecessário neste momento. “É uma pena porque nós estamos errando o adversário. Nosso adversário é o vírus, o Covid-19, mas nós estamos aí brigando entre nós, e os interesses políticos, muitas vezes, atrapalham. Infelizmente isso atinge as famílias, denigre a imagem dos profissionais, tem profissionais que trabalham muito (…). Nós chegamos a ter dois psicólogos que tratam dos funcionários, pois a pressão tá muito grande, então estamos aí, tentando segurar a barra. Com a notícia da enfermeira que faleceu, vocês não tem noção do pânico que causou (…) Então, ao invés de nós ficarmos brigando, procurando culpar inocentes, vamos contribuir, vamos fazer algo melhor para a sociedade, isso que vale (…). Deixe nós trabalharmos é isso que peço, essa questão política tem outros ambientes para fazer isso, não sejam oportunistas”, desabafa.

 

“Estamos aqui para fazer o melhor (…). Pode ocorrer sim, que os nossos 10 leitos de UTIs  Covid também fiquem lotados e a gente precise de vaga e pode não ter, porque o estado está colapsado, infelizmente essa é uma realidade mundial, então esclarecendo mais uma vez que não foi falta de transparência, mas um cuidado com a população luverdense”, conclui Tatiani.

 

Além dos leitos de UTIs, a unidade de saúde dispõe de mais 22 leitos de enfermaria para atendimento de pessoas suspeitas ou confirmadas com a Covid-19. Já quanto aos respiradores mecânicos, o Hospital São Lucas conta com 36 equipamentos, sendo que 9 dessas unidades foram conquistadas no começo da pandemia, sendo 5 adquiridas pelo município e 4 em uma ação liderada pela CDL local.

 

A assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal comentou a questão de que o hospital sempre deve estar aberto a receber críticas construtivas, para possibilitar melhoras, mas que na ocasião, este não foi o caso. “Quando essa crítica vem por causa de eleição que está chegando, aí a gente tem que vir aqui e ser um pouco mais enérgico, pois é um absurdo que alguém queira tratar de firma eleitoral, uma pandemia”, diz Daniel, supervisor de Comunicação.

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