Em assembleia geral, professores decidem manter a greve em Mato Grosso

A continuidade da greve é devido ao não cumprimento das reivindicações pelo governador

“A greve continua”, gritaram os servidores da rede estadual de educação, em coro, durante assembleia geral realizada na tarde desta segunda-feira (24), na Escola Presidente Médici, em Cuiabá. A decisão foi unânime.

Em greve desde o dia 27 de maio, há quase um mês, os grevistas reinvindicam pelo cumprimento da Lei 510/2013, que prevê o aumento gradativo do ganho real, a realização de concursos públicos e melhor infraestrutura nas escolas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, a continuidade da greve é devido ao não cumprimento das reivindicações pelo governador Mauro Mendes (DEM).

“Como não há proposta do governo a greve está mantida por tempo indeterminado. O próximo passo é um calendário com uma série de atividades que já começa nesta terça-feira. Nós buscaremos uma mobilização em todo o estado de Mato Grosso, inclusive em algumas rodovias para que a população saiba que a greve se arrasta porque não há processo de negociação por parte do governo”, disse.

Ainda de acordo com Valdeir, a classe prevê a possibilidade de diálogo com o governo para uma proposta alternativa, inclusive para pagamento do ganho real por escalonamento.

Conforme o governador, contudo, afirmou que é remota a possibilidade de atender as demandas da categoria, visto que o cenário financeiro do Estado não mudou. Segundo ele, enquanto o Estado não se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não irá reajustar salários.

“Tem uma Lei de Responsabilidade Fiscal e uma séria dificuldade financeira. Vamos a qualquer diálogo ao qual formos convidados, mas entendemos que só é possível mudar nossa conduta quando o Estado recuperar o limite de 49% de gasto com pessoal”, afirmou.

Texto: Ana Flávia Corrêa/Gazeta Digital (GD)

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