Fantástico revela que adolescente trocou de roupa após tiro em amiga dentro de mansão

Reportagem do Fantástico aponta evidências de que cena do crime foi alterada logo após tiro que matou Isabele Ramos

TRAGÉDIA DO ALPHAVILLE 03 de Agosto de 2020 ás 07h 11min

Reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, apontou que a cena do assassinato da adolescente Isabele Guimarães Ramos, no condomínio de luxo Alphaville I, em Cuiabá, na noite de 12 de julho, teria sido alterada logo após o disparo. As principais evidências são de que a adolescente autora do disparo e sua irmã trocaram de roupas logo após a morte da menina.

Uma vizinha da família Cestari, ouvida pela Polícia Civil, contou nesta semana que a adolescente que fez o disparo trocou de roupa após o suposto acidente. De acordo com advogado de defesa da família do empresário, a menina estava se sentindo ‘sufocada’ e por isso quis tomar banho e trocar de roupa. "Estava em pânico, desespero e estava se sentindo sufocada. Falar que uma menina de 14 anos iria trocar roupa para esconder algo? Não tem muito sentido", colocou o jurista Ulisses Rabaneda.

A mãe de Isabele, Patrícia Hellen Guimarães Ramos, fez um questionamento sobre a mudança de roupa. “Em meio ao desespero, como ela conseguiu pensar em trocar de roupa? Eu nem consegui trocar meu roupão de tão transtornada que fiquei”, disse, levantando a suspeita de que ela teria sido orientada a trocar de roupas.

Outra revelação feita na reportagem é a de que a arma que matou a estudante não estava no local do crime quando a mãe de Isabele chegou ao local. “Um detalhe importante é que a arma não estava no local do crime. O banheiro estava limpo e só tinha sangue embaixo da cabela da minha filha”, contou Patrícia Hellen, que disse que a arma só apareceu com a chegada do delegado.

 

Um enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também teria contado à polícia que quando a ambulância chegou na casa, viu uma mulher, provavelmente a mãe da adolescente que fez o disparo, limpando uma mesa e retirando material de manutenção de armas. O enfermeiro teria orientado a mulher a não mexer no local, porque se tratava da cena de um crime. “Houve uma grave falha no isolamento do local do crime e diligências deveriam ter sido feitas imediatamente e não foram feitas”, disse o advogado da família de Isabele, Hélio Nishiyama.

Quando o Samu chegou, a morte de Isabele já havia sido constatada por um médico amigo da família.

HORÁRIO DO CRIME

Outro ponto revelado pela reportagem que está próximo de ser esclarecido é o horário do crime. Câmeras de segurança em frente a residência ajudaram a fazer essa análise e apontou que a menina pode ter ocorrido entre 21h50 e 22h01, num intervalo de 1 minuto e 59 segundos.

Segundo o advogado Ulisses Rabaneda, às 21h59, o namorado da adolescente autora do disparo deixa a casa normalmente. Já às 22h01, a mãe dela abre a porta já demonstrando desespero. "A filha fecha a porta às 21h59 e 48 segundos e essa porta volta a se abrir com gritos de desespero às 22h01 e 27 segundos. Ou seja, no intervalo de 1 minuto e 59 segundos os fatos aconteceram", relatou.

A primeira ligação do pai da adolescente para o Samu ocorreu às 22h02.

 

Fonte: Folha Max

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